Perspectivas do mercado de trabalho para jornalista com deficiência em 2019

Quase invisíveis diante dos olhos das grandes empresas de comunicação, as pessoas com deficiência não desanimam e se lançam no mercado de trabalho usando a tecnologia e as redes sociais como ferramenta para conquistar espaços e visibilidade enquanto jornalistas com deficiência. Por outro lado, as oportunidades em concursos públicos, podem ser uma luz no mercado de trabalho em 2019.

Apesar da garantia estabelecida por lei das vagas de trabalho reservadas a estas pessoas (Lei de cotas Nº 8213/91), a realidade está cada vez mais longe do alcance dos que possuem alguma deficiência pela falta de oportunidade; assim sendo, comunicadores apostam em concurso publico para alcançar a tão sonhada estabilidade na carreira profissional.

Um exemplo de determinação e foco na atuação profissional acontece com os comunicadores da inclusão nas mídias sociais. Presidente do “Instituto Inclusão no Meio do Mundo” (AP), Kersia Celimary Silvestre Ferreira é apresentadora e entrevistadora do programa de rádio “Espaços da Inclusão”, trabalha em companhia de pessoas com deficiência visual e prepara novidades para o ano novo. Este exemplo de empreendedorismo abre espaço para outras pessoas, além de ser referencial para os que não possuem oportunidades de trabalho.

“feita na web, jornalistas e pessoas com deficiência nos ajudam a colocar a rádio no ar. Nossa programação conta com colegas de outros estados. Felipe Diogo apresenta o programa “Espaço da Inclusão” e Zé Orlando  o “Reggae in Box” ambos colaboradores cegos de São Paulo.  O “Inclusão no Meio do Mundo”, é nosso carro chefe local apresentado aqui do Macapá. Estamos com projeto de ampliação da grade em 2019 e esperamos conseguir equipamentos para implantar a web-TV da emissora, que tem aplicativo de celular e pode ser escutada por pessoas de todas as regiões”, comenta Kersia, jornalista com deficiência visual.

Seja através do trabalho de forma independente, por meio da aprovação em concursos, ou empreendendo, os jornalistas com deficiência buscam atuar em redações, rádios, redes sociais, com intuito de sair da condição de desemprego e buscar um trabalho. A deficiência não o impede de realizar o ofício para o qual foi capacitado, mas a falta de oportunidade dificulta o acesso.

. “Trabalhei em empresa particular na década de 80, mas hoje entendo que a maneira para os alunos com deficiência ingressarem no jornalismo e emprego público é principalmente o concurso, apesar da disparidade na concorrência”, ressalta a professora Drª Joana Belarmino da (UFPB), com deficiência visual.

O colunista da Folha de São Paulo Jairo Marques prova que ainda é possível ingressar em veículo de comunicação e se firmar na profissão em empresa privada, driblando as barreiras na rotina de trabalho. “As pessoas ainda não vêm o profissional e acabam colocando a deficiência à frente, aí tenho que me impor e manter a postura diante do entrevistado sobre fatos que vou cobrir. Ainda acontece de chegar e perguntarem: onde está o jornalista?”, conclui Marques que é tetraplégico e cadeirante.

Confira a entrevista de Marques concedida ao repórter cego Renato D’Avila:

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