Dia internacional da mulher Com Novo Olhar de superação

Holofotes da bravura pra celebrar o Dia Internacional da Mulher

 

Vista de longe Nyele Rocha Mendes, 21 anos demonstra as proporções que toma a rotina de uma cadeirante capaz de superar obstáculos, ter garra para garantir seu lugar ao sol e sonhar com futuro na área de Direito. Para ela que é universitária do quinto período, o Dia Internacional da Mulher é todo dia!

Cabelos escovados, rosto maquiado, as cicatrizes físicas e psicológicas de uma bala perdida deixaram Nyeletetraplégica aos onze anos de idade, em Irecê, interior baiano. O resultado foi uma lesão medular, respiração com ajuda de aparelhos, dois meses de internação em umhospital e dois anos afastada da escola. Retomou os estudos para continuar o sétimo ano e dar uma sequência ao sonho da carreira em Direito, profissão escolhida desde os tempos de menina.

“O começo não foi fácil, mas o que me ajudou muito foi estar cercada de amor dos meus pais e de uma turma escolar que me recebeu muito bem. A professora acompanhou toda minha história e o amor me transformou, não deixou que eu caísse na dor”, explica a universitária, em entrevista para “Novo Olhar”.

Desde o início da fisioterapia, logo após o acidente, não se abateu, demonstrava o gosto por maquiagem, por vestir-se bem e assim melhorar sua auto estima para poder seguir na luta pela recuperação dos movimentos.  Gostava de pintar o rosto, com acessórios de maquiagem, caprichava nos movimentos e fazia os exercícios físicos com muito empenho em busca do melhor para sua saúde. 

Sua personalidade marcante ajudava na hora de enfrentar os desafios e quebrar as barreiras impostas pela limitação física. Ela procurava participar de eventos da faculdade, shows,  cinema com amigos e esses momentos foram muito importantes para ela conseguir superar seus próprios limites e atingir seus objetivos na vida.

Experimentando sempre novas sensações, Nyele pode dizer que já pegou onda na praia de Atalaia, tradicional cartão postal da capital sergipana e tudo isso  foi possível, graças a coragem e a fé que determinou seuscaminhos. Mulher que celebra cada conquista nos estudos, e os avanços em cada movimento para escrever sua história de vida.

“Quero ser promotora ou juíza e tenho buscado isso,depois do acidente percebi que fiquei mais centrada nos estudos. A minha cadeira de rodas é motorizada e me permite ir em qualquer lugar, situação que nem sempre é acessível para outras pessoas que precisam de algum auxílio. Gosto de quebrar barreiras, driblar obstáculos e sair seja na cadeira ou em qualquer outro meio de locomoção”, retrata.

Devido a gravidade do acidente, sua recuperação foi algo que surpreendeu a classe médica, pois ela conseguiu alcançar progressos como a movimentação dos braços, fato  que foi atribuído a sua força e determinação pessoal, o que faz de Nyele uma guerreira e um exemplo, não só no Dia Internacional da Mulher, mas durante toda a sua vida. Parabéns pra você Nyele e para todas as mulheres guerreias deste país!

Cardápio Acessível

Após apresentarmos as dificuldades pelas quais passam os deficientes no uso do transporte coletivo, entrarmos um pouco na rotina ociosa do período de férias dessas pessoas e comentarmos sobre as novas regras da Lei Brasileira de Pessoas com Deficiência, vamos mostrar com “Novo Olhar” as dificuldades que eles enfrentam na hora de seguir em busca da tão sonhada acessibilidade nos bares e restaurantes.

A Lei Municipal Nº 4.634, desde julho de 2015, obriga bares e restaurantes de Aracaju a disponibilizarem pelo menos dois cardápios escritos em Braille e dois em audiodescrição para pessoas que não conseguem ler pelo sistema Braille. Lembro-me por diversas vezes das dificuldades que eu tinha para ler um cardápio. O garçom já vinha oferecendo os serviços do estabelecimento e perguntando ao meu acompanhante, como se eu não estivesse ali: “O que ele vai querer?” como se eu já conhecesse todo cardápio. No início parecia engraçado, mas constantemente é algo que inquieta a pessoa com deficiência visual.

Muitas vezes o barzinho chega a ser lugar de constrangimento para pessoas com deficiência visual, pois nem sempre conseguimos encontrar alguém que possa descrever os pratos ou disposto a ler todas as páginas do cardápio. Esta realidade precisa ser modificada e os bares e restaurantes devem buscar se adequar para oferecer um serviço acessível cumprindo o que determina a legislação.

Abrir um cardápio e ler suas páginas pode ser chato ou cansativo para quem lê, mas esse simples gesto é importante para os deficientes visuais terem acesso as suas informações. Com a criação desta lei, um simples ato passa a ser direito, o cardápio acessível. Então vamos contribuir com esta causa e mostrar que não é apenas favor, mas direito destes cidadãos.

Prova que o cardápio acessível está sendo visto “Com Novo Olhar” é o entusiasmo de Jossivaldo Silva, deficiente visual, que vê a novidade com esperança. “Demorou, mas está sendo gratificante para gente encontrar cardápio em braile. Sair da condição de dependência e conquistar autonomia nos restaurantes é abrir uma nova rota para nós que muitas vezes ficamos em casa ou somos esquecidos pela sociedade” – explicou Jossivaldo Silva de Jesus, em entrevista para “Com Novo Olhar“.

Coletivo ou da coletividade?

Nasce mais um ano e com ele chegam renovadas esperanças em nossas vidas. É assim que precisamos enxergar o nosso cotidiano, repleto de novas perspectivas, novos projetos, novas metas a serem alcançadas, um “Com Novo Olhar” para um ano que já nasce misterioso e cheio de incertezas.

Quando falo em incertezas, me refiro às turbulências pelas quais o país atravessa, seja na área politica, na área econômica, no aumento do desemprego, na diminuição das perspectivas de crescimento individual e coletivo da população, na escassez ainda maior das oportunidades de trabalho para os que possuem alguma limitação física e da certeza do aumento da inflação que corrói os nossos ganhos.

Aumenta o salário, mas com ele vem também um mar de novos reajustes em nome de uma crise que só traz dificuldades para todos. Na cascata desses reajustes, destaco o aumento das passagens dos coletivos, pois dificulta ainda mais a vida dos cidadãos que precisam sair em busca de novas oportunidades. As pessoas com deficiência têm passe livre concedido por lei que garante a gratuidade no transporte coletivo.

O aumento das tarifas dos coletivos, não contempla custos com aumento da frota com mais acessibilidade para as pessoas com deficiência. O que podemos vivenciar no dia a dia, é uma frota pouco acessível, com superlotação, dificultando o acesso das pessoas ditas normais e quase que impossibilitando o uso pelos que possuem alguma deficiência.

Precisamos lançar um “Com Novo Olhar” para transformar o transporte coletivo em algo que seja acessível e confortável para a coletividade. Mas para tal, sua colaboração com essas pessoas pode fazer toda diferença no cotidiano, seja dentro ou fora dos ônibus.

Bem-vindo 2019!

No ar Com Novo Olhar, mas antes convido você para apresentar este novo espaço jornalístico e embarcar em uma viagem do mundo real, de diferentes formas de viver a vida, bem-vindo ao “Com Novo Olhar“!

todos os dias quando acordo não tenho mais o tempo que passou(…) tenho todo tempo do mundo(…)“.

Deficiente visual desde o nascimento, quando oftalmologistas diagnosticaram visão subnormal ou baixa visão, acometido por catarata (2012), ficando com maior perda da visão que já era pouca. Renascendo deste episodio que me proporcionou ver o mundo ainda mais ofuscado, senti a necessidade de encontrar uma luz que me proporcionasse vislumbrar novos horizontes na jornada da minha vida. O incrível é que, o que parecia mais escuro, me proporcionou ver o mundo de outra forma, com novas perspectivas, o que chamo de  “Com Novo Olhar“, nova maneira de seguir em busca da própria sobrevivência, tentando seguir no cotidiano de cidadão simples e igual à todos, perante leis, direitos e deveres. Quando me reportei ao trecho da música de Renato Russo no início deste relato, eu quis dizer que hoje sim, não tenho muito tempo, tenho oportunidades que me fazem perder o tempo ocioso em que estão fadados a conviver os que não a possuem, ter o direito de ser um cidadão que acorda, sai de casa e vai desempenhar um ofício qualquer que teoricamente é direito de todos garantido por lei, mas na prática, nem sempre é assim que acontece. Tempo perdido, esta sim é uma realidade mais frequente na vida dos que possuem alguma limitação, quantos são os deficientes no mundo? Quantos precisam perder o tempo sem nada pra fazer e ganhar o direito de ser útil, acordar e não ter mais nenhum tempo perdido. Quando acreditamos que sempre há um novo sentido de encarar “Com Novo olhar“, os olhares e fazer uma releitura das histórias de eficientes pessoas que buscam igualdade no exercício de sua cidadania, cumprindo seus deveres impostos pelas leis, mas que necessitam do pleno gozo dos direitos de pessoas livres com possibilidade de ir e vir. Para conhecer mais a realidade destas pessoas, peço licença a você para juntos mostrarmos “Com Novo Olhar“.

Através deste blog histórias, ações e iniciativas que podem contribuir com a vida das pessoas com deficiência. Para tal, convido você a participar ativamente de nosso conteúdo, seja colaborando com a construção de cada texto, encaminhando sua história pra nossas reuniões de pauta ou contribuindo ativamente para que estas pessoas tenham espaço na sociedade e sigam cada vez mais nos diversos setores da sociedade. Seja no andar, falar, ouvir, ver, sentir ou entender cada necessidade destas pessoas podemos contribuir para o social de cada cidadão, nas ruas, transporte público, entidades e departamentos ou no simples aproximar-se doando um pouco de seu tempo para auxiliar estas pessoas com limitações físicas, visuais, auditivas, intelectuais ou de qualquer natureza. “Ser baixa visão me permite escrever para demonstrar que não há barreiras quando se tem vontade para seguir na vida, enquanto cidadão comum e com igualdade no dia-a-dia“.

Por fim no ar “Com Novo Olhar“!

Perspectivas do mercado de trabalho para jornalista com deficiência em 2019

Quase invisíveis diante dos olhos das grandes empresas de comunicação, as pessoas com deficiência não desanimam e se lançam no mercado de trabalho usando a tecnologia e as redes sociais como ferramenta para conquistar espaços e visibilidade enquanto jornalistas com deficiência. Por outro lado, as oportunidades em concursos públicos, podem ser uma luz no mercado de trabalho em 2019.

Apesar da garantia estabelecida por lei das vagas de trabalho reservadas a estas pessoas (Lei de cotas Nº 8213/91), a realidade está cada vez mais longe do alcance dos que possuem alguma deficiência pela falta de oportunidade; assim sendo, comunicadores apostam em concurso publico para alcançar a tão sonhada estabilidade na carreira profissional.

Um exemplo de determinação e foco na atuação profissional acontece com os comunicadores da inclusão nas mídias sociais. Presidente do “Instituto Inclusão no Meio do Mundo” (AP), Kersia Celimary Silvestre Ferreira é apresentadora e entrevistadora do programa de rádio “Espaços da Inclusão”, trabalha em companhia de pessoas com deficiência visual e prepara novidades para o ano novo. Este exemplo de empreendedorismo abre espaço para outras pessoas, além de ser referencial para os que não possuem oportunidades de trabalho.

“feita na web, jornalistas e pessoas com deficiência nos ajudam a colocar a rádio no ar. Nossa programação conta com colegas de outros estados. Felipe Diogo apresenta o programa “Espaço da Inclusão” e Zé Orlando  o “Reggae in Box” ambos colaboradores cegos de São Paulo.  O “Inclusão no Meio do Mundo”, é nosso carro chefe local apresentado aqui do Macapá. Estamos com projeto de ampliação da grade em 2019 e esperamos conseguir equipamentos para implantar a web-TV da emissora, que tem aplicativo de celular e pode ser escutada por pessoas de todas as regiões”, comenta Kersia, jornalista com deficiência visual.

Seja através do trabalho de forma independente, por meio da aprovação em concursos, ou empreendendo, os jornalistas com deficiência buscam atuar em redações, rádios, redes sociais, com intuito de sair da condição de desemprego e buscar um trabalho. A deficiência não o impede de realizar o ofício para o qual foi capacitado, mas a falta de oportunidade dificulta o acesso.

. “Trabalhei em empresa particular na década de 80, mas hoje entendo que a maneira para os alunos com deficiência ingressarem no jornalismo e emprego público é principalmente o concurso, apesar da disparidade na concorrência”, ressalta a professora Drª Joana Belarmino da (UFPB), com deficiência visual.

O colunista da Folha de São Paulo Jairo Marques prova que ainda é possível ingressar em veículo de comunicação e se firmar na profissão em empresa privada, driblando as barreiras na rotina de trabalho. “As pessoas ainda não vêm o profissional e acabam colocando a deficiência à frente, aí tenho que me impor e manter a postura diante do entrevistado sobre fatos que vou cobrir. Ainda acontece de chegar e perguntarem: onde está o jornalista?”, conclui Marques que é tetraplégico e cadeirante.

Confira a entrevista de Marques concedida ao repórter cego Renato D’Avila:

nclusão e capacitação profissional

Perder a visão não é passar por um processo de luto eterno, mas sim um recomeço das atividades da pessoa com deficiência, o que inclui aprimorar técnicas como o uso da bengala, despertar outros sentidos e no meu caso, me preparar para trabalhos técnicos na Divisão de Educação Especial da Secretaria de Estado da Educação (DIEESP/SEED). Para isso, viajamos e enchemos a bagagem de novos conhecimentos técnicos. Essas novidades iremos apresentar no blog “Com Novo Olhar”. Vamos juntos conhecer mais sobre esta semana de trabalho no Rio de Janeiro (RJ), também conhecida como cidade maravilhosa?

“Pai, mãe vou fazer minha primeira viagem de trabalho”, foi dessa forma que comuniquei a viagem aos meus pais. Novidade não foi, já que desde 2017 enfrentei vários desafios embarcando sozinho para viagens pelo Brasil. Conhecer pessoas especiais que marcaram esta trajetória em uma busca intensa “Com Novo Olhar”. Desta vez viajei acompanhado, tive a companhia da equipe de trabalho do Núcleo de Deficiência Visual da SEED/DIEESP), José Wellington Santos e Anatércia Silva Santos.

Semana intensa de trabalho e aprendizado no curso de Orientação e Mobilidade no Ambiente Escolar, a Casa da Inclusão foi nosso abrigo e a sala de aula do Instituto Benjamin Constant (IBC) ponto de encontro para conhecer a realidade da estimulação entre alunos e profissionais da educação inclusiva nas demais cidades brasileiras.

Colegas de curso, laços de amizades criados e encontros futuros já marcados fizeram parte do aprendizado. Três colegas com deficiência visual a oportunidade em ensinar e aprender conosco, como aconteceu na experiência sensorial em que nossas colegas de Minas Gerais nos guiaram, tiraram fotos e vídeos em que José Wellington Santos deixou sua marca e levou para mostrar a filha, Raquel de dez anos que ligava ansiosa a todo momento.

– Aprendi muito, mas muito mesmo, mais do que se eu ficasse apenas olhando vocês. O passeio do museu foi ótimo, conversar com vocês mais ainda. Adquiri um livro seu e estou amando a leitura, fico muito feliz e agradecida por ter apresentado o livro Historias de Baixa Visão, em que levo para minha cidade – ressaltou Keila Marques, professora de Minas Gerais.

Mas além de vídeos, conteúdo em sala de aula os colegas passaram por algumas vivências, como ter os olhos vendados, dessa forma, aprenderam na prática técnicas que os deficientes visuais já vivenciam diariamente e outras que complementam o repertório de conhecimentos pra ganhar o mundo, sair nas ruas, conquistar a tão sonhada autonomia driblando barreiras em ambientes internos e externos.

Foram horas de verdadeira integração. Os colegas ajudavam na hora do almoço, faziam questão de ter nossa companhia nas atividades e tanto o sergipano José Wellington Santos quanto a curitibana Neiva Dias ensinavam e aprendiam conosco, demonstrávamos as diferenças e os desafios. Um bom exemplo de desafio foi o que viveu José Wellington, pessoa cega que foi sozinho até à casa de parentes na Baixada Fluminense (RJ), fato que deixou todos espantados, mas orgulhosos de sua bravura.

Gratificante mesmo foi plantar cada sementinha de inclusão na vida destes profissionais da educação, ouvir histórias, participar das atividades, aprender com as aulas da professora Valéria Augem, supervisora e professora do IBC.

https://www.youtube.com/watch?v=OkzbUpjLaEM

Recomeçar na vida encarando desafios “Com Novo Olhar”

Olá, vamos retomar nossos passos em “Com Novo Olhar“? Em nossa busca constante por diferentes pontos de vista sobre a rotina das pessoas com alguma limitação física, visual, auditiva, intelectual ou de qualquer natureza. E para tal precisamos voltar no tempo e seguir por dias melhores na rotina de cidadão comum.

Puxando pelas memórias de nossos encontros, lá no começo de nossas postagens falava de mim e que hoje não há tempo perdido quando o sentido é sair de casa rumo à retomada de uma luz que me proporciona ver a vida com novo sentido, o que chamo de “Com Novo Olhar“. Eis que chega o tempo de trocar os programas de ampliação de tela e engatinhar por novas tecnologias e aparelhos para sobreviver.

Assim aconteceu comigo que fui acometido por retinose pigmentar, má formação na mácula que deixa alguns flashs de escuridão na pouca luz que entra pelos olhos.

É tempo de si reinventar, pois é dificil ouvir dos médicos “não tem jeito, ainda não tem solução, a forma é aceitar e buscar si adaptar”. Desta forma iniciei treinamento com softweres disponibilizados através da internet e na constante pesquisa por novas ferramentas tenho visto que todo dia si vence um obstáculo quando retomamos as nossas atividades, fazendo das dificuldades uma espécie de motivação para a construção de nossos caminhos.

É fundamental o apoio da família, dos amigos e sobre tudo dos colegas. Neste sentido me sinto preparado para dar continuidade a nossa busca constante, através da comunicação jornalística por demonstrar as dificuldades, desafios e iniciativas que contribuem com a vida de pessoas que têm alguma limitação, igual a mim que sou deficiente visual.

Até o nosso próximo encontro e convido você para acompanhar os novos trilhos de “Com Novo Olhar“, contribuindo com o dia-a-dia destas pessoas, seja nas ruas, na acessibilidade dos espaços públicos ou no acesso à direitos e deveres destas pessoas, que pouco a pouco estão saindo da ociosidade e ganhando espaço nos diversos setores da sociedade.

Encaminhe sugestões ou participe ativamente de nossos encontros através do e-mail: comnovoolhar@gmail.com