Marinheiro de primeira viagem Com Novo Olhar

Japonês de 52 anos é primeiro cego a cruzar o Pacífico a vela

Por AFP

20/04/2019 12:03

    

O japonês Mitsuhiro Iwamoto, de 52 anos, tornou-se, neste sábado (20), o primeiro cego a concluir uma travessia a vela e sem paradas do oceano Pacífico – informou a imprensa japonesa.

Iwamoto chegou de manhã ao porto de Fukushima a bordo de seu veleiro, quase dois meses depois de zarpar da Califórnia.

O navegante, que vive em San Diego, partiu desta cidade californiana às margens do Pacífico em 24 de fevereiro junto com Doug Smith, um americano que o ajudou oralmente, comunicando-lhe informações como a direção do vento.

Esta foi a segunda tentativa de Iwamoto. Sua primeira viagem, há seis anos, terminou em naufrágio, depois que seu barco se chocou com uma baleia.

“Estou em casa. Obrigado”, disse ele durante a festa de boas-vindas organizada em Fukushima ao fim de um percurso de cerca de 14.000 quilômetros.

“Não desisti e transformei meu sonho em realidade”, acrescentou, citado pela agência japonesa Kyodo News.

É a primeira vez que um cego atravessa o Pacífico de veleiro, completou a agência.

Mitsuhiro Iwamoto perdeu a visão aos 16 anos. O objetivo da viagem foi arrecadar fundos para suas atividades beneficentes, em particular, ajudar os esforços para prevenir doenças que causam cegueira

A visão de uma mãe de autistas requer atenção com novo olhar

Mãe de filhas com autismo, a professora deixou a sala de aula em busca dos tratamentos e cuidados com as crises constantes das meninas com TEA – Saiba como a mãe de seis filhos divide tarefas, faz pra custear terapia sem contar com benefício de prestação continuada (BPC), devido ao fator de renda familiar: https://youtu.be/9aHqxHri1Vk

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Com Novo Olhar mostra a qualidade de vida da pessoa com Down

 São cerca de 300 mil pessoas com olhos amendoados, displasia da falange do quinto dedo, face achatada, cardiopatia, deficiência intelectual, entre outras características, causados por alteração genética, mas estas características variam entre os que possuem a síndrome.  Nada impede que as pessoas com síndrome de Down estudem, trabalhem, levem uma vida comum cheia de cuidados e de amor. Hoje Dia Internacional da Síndrome de Down, o blog “Com Novo Olhar” mostra exemplo de pessoas que se desenvolveram buscando o seu espaço.

Ronaldo Marthins, 28 anos de idade, pega onda com os colegas com Down no projeto “Estrelas do Mar”, desfruta da praia aos sábados na Aruana, cartão postal de Aracaju. Ronaldo trabalha durante a semana em uma empresa de bebidas e demonstra que pode levar uma vida comum, ganhar o pão de cada dia, praticar esporte, cuidar da saúde e ser feliz.

– Ronaldo é muito dedicado na hora de pegar ondas,  no trabalho e em tudo que faz. É um pouco tímido mas se comunica normalmente, no trabalho é um dos nossos exemplos, mostrando que a pessoa com Down deve ter seu lugar na sociedade e que necessita apenas de oportunidades – explica o coordenador do projeto Bayron, em entrevista para “Novo Olhar”.

A sala de aula, também é lugar para socialização de crianças com Down. Clarinha, de sete anos é aluna da rede estadual de ensino, é alfabetizada e estimulada por Patrícia Matos Souza Nunes, educadora física que faz parte do atendimento especializado para pessoas com deficiência.

– Ela é  muito inteligente, está desenvolvendo o aprendizado das consoantes, sabe ler e escrever não vai demorar. A escola vem selecionando conteúdos para transmitir conhecimentos associativos de figuras e palavras com o livro imantado. Ela tem dificuldade na escrita e para estimular os ensinamentos levo brinquedos, a forma lúdica de ensino facilita a aprendizagem – retrata a professora.

As pessoas com Down hoje, possuem uma melhor qualidade de vida, pois estão incluídas no ensino regular, têm processo de aprendizagem por meio de estímulos precoce e de forma lúdica, melhorando a sua estima e conquistando espaços. Os cuidados com a saúde, o tratamento com fonoaudiólogos, psicólogos e a realização de exames periódicos, são fundamentais para alcançar o progresso de todos. Cada caso tem suas particularidades. No Centro Especializado Virgínia Leite,  em Aracaju, mais de três mil assistidos recebem orientações e  cuidados  necessários para o  desenvolvimento pessoal e pleno,  através do IPS Saúde