Sobre

Feche os olhos para ver “Com Novo Olhar”!

Renato Com novo olhar

“Com Novo Olhar”, esta foi a denominação que encontrei com o intuito de despertar a atenção da sociedade para as causas relacionadas às pessoas com deficiência. Uma espécie de súplica, um chamado, um psiu, um grito ou algo que o valha. Fazer a sociedade se mover em direção à inclusão, a acessibilidade e as oportunidades.

Saber que há no mundo uma legião de 45 milhões de seres com alguma necessidade especial, acrescidos de mais outra população que vem chegando vítima de um mosquito que dominou o país diante da incompetência humana. O Zika Virus, veio somar às estatísticas das pessoas com deficiência,  ampliando os números que já são muitos.

Hoje, eu já não posso enxergar,  mas vislumbro cenários que possam promover o direito de todas as pessoas de possuírem um ensino inclusivo, uma trabalho digno e um acesso sem barreiras. Consigo ver pela minha ótica, um deficiente visual independente da sua condição social, na escola regular, participando ativamente do contexto do aprendizado de forma igualitária onde professores foram preparados para recebê-los  e desenvolvê-los.

Consigo ver também crianças surdas, monitoradas por intérpretes de libras a transmitir o que o professor ensina para outros alunos que não possuem deficiência. Enxergo também o cadeirante que tranquilamente transita pelas ruas das metrópoles, sem receber uma bala perdida e sem ser assaltado covardemente e exibido na TV.

Chamo de “Com Novo Olhar”,  a oportunidade de trabalho para o profissional que frequentou a Universidade, recebeu um diploma e tem a carteira de trabalho assinada e os direitos trabalhistas assegurados, com a certeza de ganhar o pão de cada dia com o seu trabalho, embora possua uma deficiência.

Posso ver pelo meu olhar, o valor que tem um homem que acorda todos os dias para desempenhar um trabalho, consequência da qualificação profissional que lhe foi oportunizada. São tantas as coisas que consigo enxergar através desse “Com Novo Olhar” que às vezes me perco no mar de oportunidades e acabo sem conseguir segurar nenhuma. É feito pescar em uma lagoa repleta de peixes e querer pegá-los com as mãos, eles escorregam.

Vejo nitidamente, a alegria das famílias que nunca desistem dos seus filhos pelo fato destes possuírem uma deficiência. Estas famílias colherão os frutos através do desenvolvimento que eles alcançarão, provando assim, que sempre há um caminho a ser seguido por todos.

Através desse olhar diferenciado que tento buscar e mostrar à sociedade, quero dizer que há sim uma maneira específica e individualizada em cada ser humano, para alcançar a plenitude da realização de sonhos, desejos e objetivos, quando lhes oferecemos portas abertas para a incluir e dar oportunidades.

Quão triste é saber que elegemos políticos que legislam em causa própria e não conseguem enxergar o caos em que se encontra a saúde, a educação e a segurança em nosso país. Crianças e adolescentes necessitam de políticas públicas que lhes assegurem um futuro digno, longe da criminalidade e com mais oportunidades.

Enfaticamente possa afirmar que não precisamos de luz para enxergar o que está à frente. Precisamos sim desenvolver os olhos da alma, para que ela seja um tanto mais pura, sensível, íntegra e certamente a escuridão será apenas um simples ato de apagar a luz.

Consigo ver às cegas, crianças com deficiência fazendo parte também nas empresas do projeto “menor aprendiz”, afinal eles necessitam da primeira oportunidade na vida.  Por fim, eu afirmo que posso enxergar independente da ótica com a qual eu possa ver o mundo. Vejo o branco, o negro, a pessoa com deficiência mental, o cadeirante, o surdo, o cego ou qualquer que seja a diversidade humana, eu consigo ver que sempre existe possibilidades, se conseguirmos ver estas pessoas “com um novo olhar” para conhecer suas potencialidades.

 

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