Fazer dos flashs outro sentido para alcançar um “Com Novo Olhar”

 

Teco Barbero revela mistérios da fotografia cega

               O Dia Mundial da Fotografia – 19 de agosto – é motivo para gente conhecer o trabalho de Antônio Walter Barbero, também conhecido como ‘Teco Barbero’. Natural de Sorocaba, interior paulista, ele é o primeiro deficiente visual fotografo (tem 5% da visão), jornalista participa de coberturas de eventos, ministra palestras, cursos da fotografia e ainda trabalha na Faculdade de Engenharia de Sorocaba (SP), além de ser dono de uma impressão do mundo.

Mesmo com baixa visão, os aplicativos de voz não são recursos que Teco Barbero utiliza no dia-a-dia. “Retrato minhas impressões para seguir na vida através de meu olhar”, conta. Assim ele ganhou espaço em páginas na internet.

Encostando o Tablet próximo aos olhos, ele acessa sites, edita fotografias e domina os aplicativos da tecnologia. Entre os trabalhos já foi convidado para ser fotógrafo em cobertura da revista “Isto é”, em que acompanhou desportistas paralímpicos no início do circuito para a Rio 2016.

               Ele conheceu a fotografia no ambiente da faculdade, mas foi através de um amigo chamado Wesley que Teco iniciou em cursos de fotografia. “Tocado pelo filme ‘Janela da alma’, um colega da Faculdade, Wesley quis me estimular a fazer imagens”. Graças a Wesley que iniciei um curso de fotografia e lembro que surpreendia meus colegas da faculdade com os resultados daquilo que aprendi no curso com uma câmera comum”.

E depois de seis meses com o colega veterano de faculdade que Teco experimentou técnicas de sensibilização das imagens, passou a demonstrar sua relação com a fotografia, descobriu no tato noções para capturar os objetos a serem fotografados, reconheceu sons usando a audição como recurso para reconhecer locais e situações e  gravuras de seus cliques.

               “O curso teve fim justamente quando iniciei na disciplina de fotojornalismo na Faculdade, acabou virando pauta para meus registros iniciais. Associei a prática às técnicas da disciplina e foi aí que me despertei na fotografia a maneira de apresentar a sociedade como ‘enxergamos’ o mundo. Faço a união do pouco da minha visão com a máquina que me permite aproximar as imagens. Tudo a minha volta pode ser notícia, do simples por do sol ao buraco na rua”, explicou Teco Barbero.

               Em 2011 os desafios de cobrir a visita do governador do Mato Grosso do Sul (MT) em uma feira, colocou Teco ao lado de colegas sem deficiência. Na ocasião, demonstrou determinação para driblar os desafios, administrar o espaço dos colegas e com sua câmera seguir a personalidade do evento. O convite de ensaio fotográfico com paratletas na “Isto é”  também foi no mesmo ano, em suas imagens apresentou os diferentes anglos em seus cliques.

               “Outro desafio foi o ensaio dos paratletas, pois a máquina era do estúdio e tive que idealizar as poses, ficou tudo a meu critério,foi fantástico e fizemos fotos com os atletas em movimento, inclusive o nadador Daniel Dias era um dos cinco fotografados. Recentemente trabalhei  no Circuito Nacional de Atletismo, em duas feiras e fiz também o registro de uma ave artificial trazida da Alemanha, por pesquisadores na faculdade que trabalho. Consegui registrar a ave por conta do som das asas que pareciam de uma ave real”, detalhou Teco Barbero.

 

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